'O Agente Secreto' é indicado em duas categorias do Bafta, o Oscar britânico

Wagner Moura aparece no papel de um professor em O Agente Secreto. O ator fala em um telefone público vermelho, sob uma cabine amarela, com expressão séria e concentrada. Ao fundo, cartazes políticos antigos cobrem a parede, sugerindo um contexto de tensão política e ambientação histórica.

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Legenda da foto, Wagner Moura em cena do filme O Agente Secreto
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O Agente Secreto, protagonizado por Wagner Moura, foi indicado em duas categorias — Melhor Filme em Língua Estrangeira e Melhor Roteiro — no Bafta, premiação de cinema mais importante do Reino Unido.

O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (27) em cerimônia na Inglaterra transmitida pelo YouTube.

Outros dois artistas brasileiros também estão na disputa do prêmio britânico — Adolpho Veloso, pela fotografia do filme Sonhos de Trem, e Petra Costa, pelo documentário Apocalipse nos Trópicos.

O filme de Veloso, uma produção americana, acompanha um lenhador no oeste do país durante o início do século 20 enquanto enfrenta a dor e a solidão após uma tragédia familiar. Já o de Costa mostra as relações entre o movimento evangélico e a política nos últimos anos.

O Agente Secreto se passa durante a ditadura militar e acompanha um professor universitário, Marcelo, papel de Moura, que foge de uma ameaça de morte no Recife.

O longa-metragem, que também concorre ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Escalação de Elenco e Melhor Ator (para Wagner Moura), agora também entra na competição britânica.

Na categoria de Roteiro, O Agente Secreto disputa com Marty Supreme, Valor Sentimental, I Swear e Pecadores. Na de Filme em Língua Estrangeira, compete com o francês Foi Apenas um Acidente, o norueguês Valor Sentimental, o espanhol Sirât e o tunisiano A Voz de Hind Rajab.

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Termômetro do Oscar?

Ser indicado, premiado ou esnobado pelo Bafta diz pouco sobre as chances de um filme no Oscar, já que o corpo de votantes de cada premiação é diferente.

Na temporada de premiações do ano passado, Ainda Estou Aqui — o drama de Walter Salles protagonizado por Fernanda Torres — deu o primeiro Oscar ao Brasil, mas não se saiu bem no Bafta.

A premiação britânica até indicou o longa-metragem brasileiro — sobre o deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura militar —, mas deu o troféu de Melhor Filme em Língua Estrangeira para Emilia Pérez.

O inverso também já aconteceu. Em 1999, Central do Brasil venceu como Melhor Filme em Língua Estrangeira, mas não teve o mesmo sucesso no Oscar, no qual também havia sido indicado pela mesma categoria.

Em 2004, o mesmo aconteceu com Cidade de Deus, que venceu o Bafta de Melhor Edição, trabalho de Daniel Rezende, mas não ganhou Oscar.

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