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Polícia francesa faz buscas no escritório do X, plataforma de Elon Musk; o que se sabe
- Author, Liv McMahon
- Role, Da BBC News
- Tempo de leitura: 2 min
A polícia da França especializada em combate a cibercrimes e a agência de cooperação policial europeia Europol realizaram nesta terça-feira (3/2) uma operação de busca e apreensão nos escritórios do X, a plataforma de mídia social de Elon Musk, em Paris.
O Ministério Público de Paris afirmou que a operação está relacionada a uma investigação sobre o conteúdo recomendado pelo algoritmo do X, que havia sido alterado para incluir informações geradas por seu polêmico chatbot de inteligência artificial, o Grok.
O Ministério Público acrescentou que tanto Musk quanto a ex-CEO do X, Linda Yaccarino, foram intimados a comparecer a audiências em abril como parte da investigação.
O X ainda não se pronunciou. A BBC News entrou em contato com a empresa para obter um posicionamento. Em declarações recentes, o X classificou a investigação como um ataque à liberdade de expressão.
A investigação sobre o X começou em janeiro de 2025 e foi ampliada em julho do mesmo ano, após denúncias de deepfakes com conteúdo sexual explícito ou com negacionismo sobre o Holocausto circulando na plataforma.
Recentemente, o X disse que a ampliação da investigação tem "motivação política" e negou as alegações de que teria manipulado seu algoritmo.
Os promotores afirmam que agora estão investigando se o X infringiu diversas leis na França.
Entre os possíveis crimes sendo investigados, estão a cumplicidade na posse ou distribuição organizada de imagens de crianças de natureza pornográfica, a violação dos direitos de imagem das pessoas com deepfakes sexuais e a extração fraudulenta de dados por um grupo organizado.
O Ministério Público também informou que está saindo do X e que, a partir de agora, se comunicará pelo LinkedIn e Instagram.
A plataforma de mídia social de Musk tem sido alvo de intenso escrutínio recentemente devido às imagens sexualizadas geradas e editadas no site usando sua ferramenta de IA, o Grok. As imagens — muitas vezes feitas usando fotos reais de mulheres sem o consentimento delas — provocaram uma onda de críticas de vítimas, ativistas da segurança online e políticos.
A empresa acabou intervindo para impedir a prática.
No final de janeiro, a Comissão Europeia anunciou uma investigação sobre sua empresa controladora, a xAI, devido a preocupações com as imagens.
Uma investigação semelhante já havia sido iniciada anteriormente pela reguladora do Reino Unido, a Ofcom.