Guerra no Irã: Trump ameaça ataque '20 vezes mais forte' se Irã bloquear petróleo no Estreito de Ormuz

Mais cedo, o presidente americano disse que o conflito está "praticamente concluído", enquanto Israel lançava nova onda de ataques contra Teerã.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Editado por Marina Rossi e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em São Paulo e Londres, com informações da BBC Persa e de correspondentes em todo o Oriente Médio e nos EUA

  1. Encerramos nossa cobertura em tempo real

    Finalizamos hoje a nossa cobertura ao vivo sobre a Guerra no Irã.

    Você pode continuar acompanhando os desdobramentos sobre o tema em nossas reportagens e análises, em nosso site e nas redes sociais da BBC News Brasil.

    Obrigada pela sua audiência.

  2. Austrália concede vistos humanitários a jogadoras da seleção iraniana de futebol

    Jogadoras da seleção feminina de futebol do Irã

    Crédito, Getty Images

    Cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irã receberam vistos humanitários na Austrália após a eliminação da equipe na Copa da Ásia, informou o governo em Canberra.

    As jogadoras deveriam voltar ao Irã, mas torcedores levantaram preocupações com a segurança delas depois que a equipe se recusou a cantar o hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul na semana passada.

    O gesto provocou críticas no Irã, com um comentarista conservador acusando as jogadores de serem "traidoras em tempos de guerra" e defendendo punições severas.

    O ministro da Imigração da Austrália, Tony Burke, disse que as jogadoras foram levadas para um local seguro pela polícia australiana. Segundo ele, outras integrantes do elenco também foram informadas de que podem permanecer no país.

    "Elas querem deixar claro que não são ativistas políticos. São atletas que querem estar seguras", afirmou o ministro, acrescentando que as negociações estavam em andamento há vários dias.

  3. Hezbollah 'não tem outra opção' senão resistir, afirma oficial

    Um representante do Hezbollah prometeu que o grupo continuará a se defender de Israel "custe o que custar".

    Em um pronunciamento televisionado, noticiado pela agência AFP e pela mídia local, Mohamed Raad, líder do bloco parlamentar do Hezbollah, afirmou que o grupo "não tem outra opção" senão "resistir".

    A declaração veio depois de o presidente libanês, Joseph Aoun, pedir um "cessar-fogo completo com a suspensão de todos os ataques terrestres, aéreos e marítimos de Israel contra o Líbano".

  4. O novo líder inexperiente do Irã enfrenta uma batalha existencial

    Mojtaba Khamenei

    Crédito, Getty Images

    Por Lyse Doucet, correspondente internacional sênior da BBC

    Um líder que nunca foi verdadeiramente testado assume o comando no Irã quando sua teocracia enfrenta seu maior teste em cinco décadas.

    A continuidade e as conexões levaram Mojtaba Khamenei, de 56 anos, ao topo após o assassinato de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, nos primeiros confrontos desta guerra.

    Mas o terceiro líder supremo do Irã desde a revolução de 1979 assume o poder enquanto a República Islâmica enfrenta uma batalha existencial.

    Para aqueles que ainda lamentam a perda de milhares de mortos na repressão aos protestos, um regime autoritário e linha-dura parece prestes a se tornar ainda mais cruel.

    Mojtaba Khamenei trabalhou por décadas à sombra de seu pai; ele conhece todos os detalhes de como o Estado profundo funciona quando enfrenta ameaças externas e convulsões internas. E esta guerra não é mais apenas uma luta política, é intensamente pessoal. É também sobre vingança.

    Mojtaba Khamenei perdeu não apenas seu pai no ataque israelense ao complexo do líder supremo, mas também sua mãe, Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, sua esposa, Zahra Haddad-Adel, e um filho, naquela fatídica manhã de sábado.

    Trump alerta que Mojtaba Khamenei "não durará muito". Ele também está na mira de Israel, com o Ministro da Defesa, Israel Katz, chamando-o de "um alvo inequívoco".

    Portanto, Khamenei pode permanecer nas sombras por algum tempo. Isso só aumentará o mistério em torno desse clérigo recluso.

  5. 'Morte, fogo e fúria': Trump ameaça ataque '20 vezes mais forte' se Irã bloquear petróleo no Estreito de Ormuz

    Agora há pouco, o presidente Donald Trump Trump fez mais um alerta ao Irã sobre a interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

    "Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos o atingirão VINTE VEZES MAIS FORTEMENTE do que já o atingiram até agora", disse Trump em uma publicação online.

    Cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo estreito, e a guerra reduziu drasticamente o tráfego marítimo, fazendo os preços globais do petróleo dispararem.

    "Além disso, vamos destruir alvos facilmente elimináveis que tornarão praticamente impossível para o Irã se reconstruir como nação — morte, fogo e fúria reinarão sobre eles — mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!", disse.

  6. Ataque iraniano mata uma pessoa no Bahrein, diz ministério do Interior do país

    Uma pessoa morreu e várias ficaram feridas no Bahrein após um ataque iraniano, informou o Ministério do Interior do Bahrein.

    O ataque iraniano teve como alvo um prédio residencial em Manama, a capital do país.

    "Relatórios iniciais indicam que uma pessoa morreu e outras ficaram feridas em um ataque iraniano flagrante contra um prédio residencial na capital", disse o ministério.

  7. Cooperação russa com o Irã pode prejudicar a relação de Moscou com Trump

    Trump a bordo do avião durante entrevista com jornalistas

    Crédito, Reuters

    Por Liza Fokht, do serviço russo da BBC

    A ligação telefônica de Trump com Putin aconteceu após várias reportagens indicarem que a Rússia estaria ajudando o Irã em seu conflito com os EUA e Israel.

    No fim de semana, veículos americanos como The Washington Post, The New York Times e Associated Press citaram autoridades anônimas dizendo que Moscou estaria fornecendo informações de inteligência a Teerã, ajudando-o a atacar militares e ativos no Oriente Médio.

    A Rússia não confirmou oficialmente essa cooperação, mas condenou os ataques contra o Irã, classificando-os como "um passo imprudente".

    Em teoria, ajudar o Irã a atacar alvos americanos poderia tensionar a relação de Moscou com o governo Trump. Este ano, EUA e Rússia já se reuniram várias vezes para discutir o fim da guerra na Ucrânia — encontros nos quais o Kremlin esperava que Washington pressionasse Kiev.

    A Casa Branca não disse se a Rússia está de fato ajudando o Irã, mas insiste que esse apoio teria pouco efeito.

    "Se você olhar o que aconteceu com o Irã na última semana, se eles estão recebendo informações, isso não está ajudando muito", sisse Trump ontem a jornalistas a bordo do Air Force One.

    O enviado especial Steve Witkoff, que lidera as negociações com Moscou, também evitou confirmar se a Rússia está compartilhando inteligência com o Irã. No entanto, afirmou ter advertido firmemente os russos para não ajudarem Teerã.

  8. O que Trump disse sobre o Irã nesta segunda-feira

    De entrevistas a diferentes veículos de imprensa, passando por uma conferência republicana e encerrando com uma coletiva oficial, Donald Trump passou o dia dando declarações sobre a guerra no Irã.

    Aqui está uma cronologia dos comentários mais recentes do presidente americano:

    • À CBS News, Trump disse: "Acho que a guerra está praticamente concluída" e afirmou que os EUA estavam "muito à frente do cronograma" previsto para a guerra.
    • À NBC, ele deixou em aberto a possibilidade de comprar petróleo iraniano: "Certamente, as pessoas têm falado sobre isso".
    • Ao New York Post, presidente americano declarou que o governo ainda estava "longe" de decidir sobre o envio de tropas ao Irã.
    • Em conversa com parlamentares republicanos, Trump afirmou que os EUA foram arrastados para uma operação militar "de curto prazo" no Irã para "se livrar de algumas pessoas muito más". E completou: "Já vencemos de muitas maneiras, mas não o suficiente".
    • Também ao New York Post, ele disse que "não está feliz" com o novo líder supremo do Irã, Mujahideen Khamenei, mas em sua coletiva não deixou claro quem gostaria que o substituísse ou como isso aconteceria.
    • Na coletiva de imprensa, Trump reiterou que a operação no Irã foi um "tremendo sucesso", mas acrescentou que quer garantir que o país não possa desenvolver armas nucleares "por muito tempo" — algo muito mais complexo.
    • Por fim, ele disse a repórteres que os EUA ainda têm alvos no Irã, mas que poderiam ser eliminados "em um dia". Mesmo assim, afirmou que a guerra terminará "muito em breve".
  9. Análise: Últimas declarações de Trump colocam em dúvida fim próximo da guerra

    Por Anthony Zurcher, correspondente para a América do Norte

    Se, ao chegar na coletiva de imprensa, Donald Trump dava indícios de que se preparava para encerrar as operações militares contra o Irã, suas declarações mais recentes lançaram dúvidas sobre isso.

    O presidente disse que o que os EUA fizeram até agora foi um "tremendo sucesso".

    Ele enumerou como a Marinha do Irã foi afundada, sua Força Aérea destruída e seus radares e equipamentos antiaéreos desativados. Mas acrescentou que queria garantir que o Irã não pudesse desenvolver armamentos para atingir os EUA, Israel ou qualquer aliado americano "por muito tempo".

    Essa, no entanto, é uma tarefa maior. E, no fim, pode exigir o tipo de mudança de regime que Trump não conseguiu realizar até agora.

  10. Trump: 'Em conflitos como este, sempre há mortes'

    Donald Trump

    Crédito, Reuters

    Um repórter perguntou quantas mortes de americanos Trump estaria disposto a suportar nesta guerra, após ter sido anunciada a oitava morte de um militar na operação contra o Irã.

    O presidente respondeu: "Quando você tem conflitos como este, sempre há mortes".

    Trump disse que se reuniu com as famílias dos soldados mortos na Base Aérea de Dover dois dias atrás e que elas lhe transmitiram a mesma mensagem: 'Termine o trabalho, senhor, por favor, termine o trabalho'.

  11. 'A guerra não acabará esta semana, mas muito em breve'

    Respondendo a uma pergunta de um repórter sobre quanto tempo durará a "incursão" militar dos EUA no Irã, Trump diz que a operação terminará "em breve", ​​mas não esta semana.

    "Tudo o que [o Irã] tinha se foi, incluindo sua liderança", disse.

    "A maioria das pessoas nem sequer ouviu falar do líder de quem estão falando [para substituir o aiatolá]."

    No domingo, a Assembleia de Peritos do Irã anunciou a nomeação de Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo do país e sucessor do seu pai, o aiatolá Ali Khamenei.

    Khamenei foi morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

  12. Irã não estava 'negociando de boa-fé' sobre programa nuclear, diz Trump

    Mesmo depois dos EUA atacarem as instalações nucleares iranianas no ano passado, o Irã ainda tinha planos de desenvolver armas nucleares e não estava negociando de boa-fé o fim de seu programa nuclear, afirmou Trump.

    Segundo ele, o Irã "estava tentando reconstituir o programa em outro local", enquanto acelerava a produção de mísseis balísticos convencionais que ameaçavam bases americanas no exterior. "E logo poderiam atingir nosso território", declarou.

    "A intenção do regime era usar essa ameaça crescente de mísseis balísticos para tornar praticamente impossível impedi-los de obter uma arma nuclear", disse Trump.

  13. Alvos no Irã poderiam ser eliminados 'em um dia', afirma Trump

    Trump afirmou que ainda existem vários alvos que os EUA não atingiram, mas que poderiam ser eliminados "em um dia".

    "Estamos esperando para ver o que acontece antes de atacá-los", disse.

    O presidente americano acrescentou que esses alvos são muito fáceis de atingir, mas que os danos seriam devastadores para o Irã.

    Segundo Trump, os EUA estão avançando mais rápido do que o cronograma inicial previsto para a operação.

    "Não imaginávamos que, após um mês, estaríamos nesse ponto", disse, 10 dias após o início de ataques dos EUA e Israel contra o Irã.

    Donald Trump

    Crédito, Getty Images

  14. Trump fala em 'grandes avanços' no Irã, com mais 5.000 alvos atingidos

    Após falar com parlamentares republicanos, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em coletiva de imprensa que o país tem feito "grandes avanços" no Irã que a missão estaria "praticamente concluída".

    "[Nós] eliminamos completamente todas as forças no Irã", disse.

    Trump acrescentou que já foram atingidos mais de 5.000 alvos, incluindo locais ligados à fabricação de drones, ao poder naval iraniano e à capacidade de mísseis.

    "A capacidade de mísseis deles foi reduzida para cerca de 10% - talvez menos", afirmou.

  15. Forças de Defesa de Israel lançam mais uma onda de ataques contra Teerã

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter lançado uma ampla onda de ataques contra "alvos do regime terrorista iraniano em Teerã".

  16. Trump desdenha dos ataques do Irã contra países vizinhos do Golfo

    Por Bernd Debusmann Jr, de Miami

    Em seu discurso em Miami, Trump repetiu a justificativa do governo para os ataques ao Irã, sugerindo que a guerra foi um ataque preventivo.

    Segundo ele, o Irã estava cada vez mais preparado para atacar seus vizinhos e, potencialmente, Israel com uma arma nuclear, caso tivesse conseguido fabricar um dispositivo com sucesso.

    Essa alegação é frequentemente repetida por Trump e outros membros do governo, alguns dos quais afirmaram que o Irã poderia ter enriquecido urânio rapidamente a 90%, o suficiente para armas nucleares, em questão de semanas.

    O governo americano não apresentou provas concretas disso. O presidente também minimizou os ataques iranianos aos países do Golfo, observando que muitos desses países eram "de certa forma neutros", mas foram aproximados dos EUA.

    Essa é uma informação que diversos especialistas em defesa me forneceram esta semana. Segundo eles, o Irã esperava pressionar os países do Golfo a fazer com que Trump interrompesse os ataques, mas, no fim das contas, pode ter conseguido o efeito contrário.

  17. Guerra vai 'terminar muito rapidamente', diz Trump

    O presidente Donald Trump continua seu discurso, dizendo que a guerra "terminará muito rapidamente".

    "Dentro de uma semana, eles iriam nos atacar com tudo. Estavam preparados. Tinham muito mais mísseis do que qualquer um imaginava e iriam nos atacar, mas também atacariam todo o Oriente Médio e Israel", afirmou. "E se tivessem uma arma nuclear, teriam usado contra Israel. Seria um ataque de grande escala. Eu sei que eles tinham todos aqueles locais de lançamento de mísseis e todos aqueles lançadores que destruímos, cerca de 80% deles agora, aliás, eliminamos a maior parte".

    O presidente americano afirmou que agora o Irã tem poucos lançamentos restantes. "E os mísseis foram amplamente destruídos. Os drones foram abatidos, e estamos atacando onde eles fabricam os drones", disse.

    "Nós sabemos tudo sobre eles e estamos destruindo tudo. Agora, [estamos destruindo] onde eles fabricam os drones. Muito trabalho, muito trabalho brilhante. Mas teremos um mundo muito mais seguro assim que estiver concluído, e estará concluído muito rapidamente."

  18. Trump afirma que os EUA não "ganharam o suficiente" no Irã

    Donald Trump

    Crédito, Roberto Schmidt/Getty Images

    Trump voltou a falar sobre o Irã na Flórida, algumas horas depois de afirmar que a guerra está "praticamente concluída".

    Ele disse: "Fizemos uma pequena incursão porque sentimos que precisávamos fazer isso para nos livrarmos de um mal. Então, acho que vocês verão que será uma incursão de curto prazo."

    Ele continuou: "Já vencemos de muitas maneiras, mas não o suficiente. Seguimos em frente, mais determinados do que nunca a alcançar a vitória final que acabará com esse perigo de longa data de uma vez por todas."

    Trump também se referiu à morte do mais alto líder militar do Irã durante seu primeiro mandato, Qasem Soleimani. Ele disse: "Eles poderiam ter sido muito mais capazes do que são, se ele tivesse vivido. Porque ele era capaz. Ele era cruel, violento e capaz. Mas nos livramos dele primeiro."

  19. Trump afirma que os EUA estão "esmagando o inimigo", juntamente com parceiros israelenses

    Donald Trump

    Crédito, Roberto Schmidt/Getty Images

    Por Bernd Debusmann Jr, de Miami

    As declarações de Trump até agora forneceram poucos detalhes sobre a Operação Fúria Épica, ou seus planos para o Irã.

    O presidente, no entanto, está claramente satisfeito com o andamento da operação do ponto de vista militar, elogiando as capacidades das forças armadas americanas e seu sucesso na guerra até o momento.

    "Junto com nossos parceiros israelenses, estamos esmagando o inimigo e demonstrando uma capacidade técnica e força militar impressionantes", disse ele.

    Trump também afirmou que "agora ninguém tem ideia de quem serão as pessoas que irão chefiar o país" - sugerindo, talvez, que ele esteja desdenhando do novo Líder Supremo do Irã, anunciado ontem, ou reduzindo a ofensiva aérea.

    "Ainda não vencemos o suficiente", acrescentou.

  20. Trump elogia as Forças Armadas dos EUA em discurso para parlamentares republicanos

    Donald Trump

    Crédito, Roberto Schmidt/Getty Images

    Por Bernd Debusmann Jr, de Miami

    Donald Trump acaba de subir ao palco no retiro de parlamentares republicanos em Miami, sob aplausos estrondosos enquanto a música conhecida como "Proud To Be An American" tocava alto nos alto-falantes.

    Trump imediatamente abordou questões internas, mas afirmou que os EUA foram arrastados para uma operação militar "de curto prazo" para "se livrar de algumas pessoas muito más".

    "Quão boas são nossas forças armadas?", perguntou ele à plateia. "Eu reconstruí as forças armadas... Não pensei que precisaria usá-las tanto no meu segundo mandato."

    Isso é uma referência a uma importante questão da política interna, com os altos preços da gasolina representando um problema potencial para o presidente, que frequentemente aponta a queda nos preços da gasolina como um sinal de que sua agenda econômica está sendo eficaz.

    Muitos dos presentes estavam ansiosos para ouvir como ele planeja lidar com essa questão antes do que o presidente da Câmara, Mike Johnson, chamou de "as eleições de meio de mandato mais importantes" de nossas vidas.

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