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Fortes explosões atingem o aeroporto de Teerã; Trump exige 'rendição incondicional'

Guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã entra no sétimo dia, e conflito se espalha por outros países do Oriente Médio. Irã diz que mais de 1.300 civis foram mortos.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Editada por Camilla Veras Mota, Daniel Gallas e Pedro Martins, da BBC News Brasil em Londres, e por Iara Diniz e Rafael Barifouse, da BBC News Brasil em São Paulo

  1. Encerramos por hoje a cobertura em tempo real

    Finalizamos a cobertura ao vivo desta sexta-feira sobre os desdobramentos da Guerra do Irã.

    Retomamos no sábado a cobertura em tempo real.

    Você pode continuar acompanhando os desdobramentos sobre o tema em nossas reportagens e análises, em nosso site e nas redes sociais da BBC News Brasil.

  2. Explosões atingem aeroporto de Teerã

    Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram aviões em chamas e grandes colunas de fumaça no Mehrabad Airport, um dos principais aeroportos comerciais de Teerã.

    Imagens de satélite feitas na sexta-feira mostram que várias aeronaves estavam no aeroporto.

    A mídia estatal iraniana informou que algumas partes do aeroporto foram atingidas.

    O ataque ocorre depois que as forças armadas israelenses anunciaram o lançamento de uma "nova onda de ataques em larga escala" no país.

    Israel já havia atingido o aeroporto em 4 de março, alegando que os bombardeios destruíram sistemas de defesa e detecção que representavam uma ameaça à Força Aérea Israelense, incluindo a seção de fabricação de helicópteros do aeroporto.

    Ainda não está claro quais partes do aeroporto foram bombardeadas no novo ataque, mas testemunhas afirmam que o bombardeio desta noite foi muito mais intenso.

  3. Missão de paz da ONU no Líbano condena ataque como 'possível crime de guerra'

    A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), missão de paz no sul do Líbano, condenou o ataque desta sexta-feira à sua base, que deixou três soldados de Gana feridos.

    "É inaceitável que forças de paz que executam tarefas determinadas pelo Conselho de Segurança sejam alvejadas", afirmou a Unifil, acrescentando que está iniciando uma investigação sobre o ataque.

    "Qualquer ataque contra forças de paz da Unifil constitui uma grave violação do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, podendo configurar crime de guerra", acrescentou.

    A Unifil informou que um dos soldados foi transferido para um hospital em Beirute, enquanto os outros dois estão sendo tratados em uma unidade da ONU.

    Esta não é a primeira vez nos últimos meses que a missão da Unifil no Líbano é alvo de ataques.

    Em novembro, as Forças de Defesa de Israel dispararam artilharia pesada a poucos metros de uma patrulha a pé da missão, embora ninguém tenha ficado ferido, segundo a ONU.

  4. Arábia Saudita diz ter frustrado ataque contra campo de petróleo e base aérea

    A Arábia Saudita interceptou seis drones a caminho de um campo de petróleo e um míssil balístico lançado em direção a uma base aérea, informou o porta-voz do Ministério da Defesa do país em uma publicação no X.

    Os drones foram interceptados no Deserto Rub' al-Khali, uma vasta região desértica no sul do país. A região abriga ricas reservas de petróleo, incluindo o campo petrolífero de Shaybah, que, segundo o Ministério da Defesa, era o alvo do ataque.

    O local produz um milhão de barris de petróleo por dia, de acordo com a companhia petrolífera saudita Aramco. O míssil balístico estava a caminho da Base Aérea Príncipe Sultan, acrescentou a agência.

    Em fevereiro, a base foi utilizada por uma aeronave da Força Aérea dos EUA como parte de seu reforço no Oriente Médio antes dos ataques no Irã.

  5. EUA dizem ter atingido mais de 3.000 alvos no Irã

    O Comando Central dos EUA, que dirige as operações militares do país, afirma ter atingido mais de 3.000 alvos no Irã.

    Cerca de 43 navios também foram danificados ou destruídos como parte da Operação Epic Fury, anunciou em uma publicação no X.

    Os ataques estão sendo priorizados de acordo com "locais que representam uma ameaça iminente", com o objetivo de "desmantelar o aparato de segurança do regime iraniano".

    Uma análise da BBC Verify, com base em imagens de satélite e vídeos, mostrou que escolas, um hospital e pontos turísticos iranianos estão entre os locais civis atingidos por ataques dos EUA e de Israel.

  6. Trump diz que EUA estão indo 'fenomenalmente' bem na destruição de forças iranianas

    Em um evento na Casa Branca sobre esportes universitários, o presidente dos EUA, Donald Trump, foi questionado sobre o conflito no Irã.

    Ele afirmou que as forças armadas americanas estão indo "fenomenalmente" bem na destruição das forças militares iranianas.

    "O exército deles acabou. A marinha deles acabou. As comunicações deles acabaram. Dois grupos de líderes deles foram eliminados. Eles estão apenas com o terceiro grupo. A força aérea deles foi completamente dizimada", disse ele.

    "Eles tinham 32 navios. Todos os 32 estão no fundo do oceano."

  7. Israel detecta mísseis lançados do Irã em direção ao país

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam que uma nova onda de mísseis está se aproximando de Israel vinda do Irã.

    Em sua última atualização no Telegram, as IDF diserram que "os sistemas de defesa estão operando para interceptar a ameaça" e que uma "diretriz preventiva" foi emitida para os moradores das áreas afetadas.

    "Ao receber um alerta, a população é instruída a entrar em um local protegido e permanecer lá até novo aviso", acrescenta a força.

  8. Novas explosões ouvidas em Teerã enquanto Israel lança novos ataques

    Nossos colegas da BBC Persian relatam que as explosões recomeçaram na capital iraniana.

    Em uma publicação no Telegram, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter "iniciado uma onda de ataques em larga escala contra a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerã".

    Mais cedo, uma jovem em Teerã disse à BBC que "de poucas em poucas horas há ataques novamente, quase todos os dias".

  9. Drone atinge instalação de petróleo no sul do Iraque

    Um incêndio atingiu numa instalação petrolífera em Basra, no sul do Iraque, após um ataque com drone.

    Fontes de segurança disseram às agências de notícias Reuters e AFP que o Irã tinha como alvo o complexo petrolífero que abriga empresas de energia estrangeiras.

    A AFP informou que, embora dois drones tenham sido interceptados, um terceiro conseguiu passar.

  10. Embaixador do Irã na ONU diz que mais de 1.300 civis foram mortos em ataques

    O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, afirma que 1.332 civis foram mortos em decorrência dos ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o país desde sábado.

    Em declarações à imprensa na sede da ONU em Nova York, Iravani disse que, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, mulheres e crianças estavam entre os mortos.

    "Milhares de pessoas ficaram feridas, e o número continua a subir", disse ele, acrescentando que escolas, hospitais e outras infraestruturas civis foram alvos "deliberados".

    Os EUA negam ter como alvo infraestruturas civis, embora estejam investigando um ataque a uma escola feminina no Irã, que teria deixado mais de 160 mortos, segundo as autoridades iranianas.

    Já Israel acusa o Irã de atacar seus civis.

  11. Irã alerta Europa para não se envolver na guerra

    O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que as nações europeias foram avisadas de que se tornarão alvos legítimos caso se envolvam na guerra.

    Se algum país "se juntar aos Estados Unidos e a Israel na agressão contra o Irã, também se tornará alvo legítimo de retaliação iraniana", declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Majid Takht-Ravanchi, ao veículo de comunicação France 24.

    Ele observou que as autoridades iranianas têm "negociado de boa fé" com os EUA.

  12. Putin conversa por telefone com presidente iraniano

    O presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, segundo um comunicado do gabinete de Putin.

    Durante a ligação, Putin expressou suas condolências pelas mortes do líder supremo do Irã, de outros funcionários do governo e de civis em todo o país, informou o Kremlin.

    Putin também reiterou a posição da Rússia de que as hostilidades devem cessar imediatamente e que uma solução diplomática deve ser encontrada.

    Por sua vez, Pezeshkian manifestou gratidão pelo apoio da Rússia e forneceu um relatório detalhado sobre os acontecimentos no Irã, diz o comunicado.

    Ambos os países concordaram em manter o diálogo, afirmou o Kremlin.

  13. Fabricantes de armas dos EUA concordam em 'quadruplicar a produção', diz Trump

    Após se reunir com os principais fabricantes de armas dos EUA nesta sexta-feira, o presidente Donald Trump disse as empresas concordaram em "quadruplicar a produção de armamentos de 'classe requintada'".

    "Temos estoque praticamente ilimitado de munições de nível médio e médio-alto, que estamos usando, por exemplo, no Irã e, recentemente, na Venezuela", escreveu ele em seu perfil na rede Truth Social.

    "Independentemente disso, também aumentamos os pedidos desses níveis."

    Trump já havia afirmado que os EUA têm um "estoque praticamente ilimitado" de armas importantes.

    Mark Cancian, ex-coronel da Marinha dos EUA e membro do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington, afirma que os EUA poderiam manter o atual nível de combates de curto alcance "quase indefinidamente".

    Mas quanto mais a guerra se prolonga, menor se torna a lista de alvos, o que significa uma desaceleração gradual no ritmo das operações.

  14. Macron condena ataque israelense à base da ONU no Líbano

    O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou o ataque israelense que atingiu uma base das Nações Unidas (ONU) no Líbano nesta sexta-feira.

    Dois soldados ganenses que serviam na missão de paz da ONU ficaram gravemente feridos após o ataque, segundo as Forças Armadas de Gana.

    "A Força das Nações Unidas no Líbano desempenha um papel fundamental na estabilização do sul do Líbano. Condeno veementemente o ataque inaceitável que atingiu membros de seu contingente hoje", disse Macron.

    Após conversar com o presidente sírio Ahmad Al-Charaa e o presidente libanês Joseph Aoun, ele também reiterou a necessidade de respeitar a "soberania e a integridade territorial" de ambas as nações.

    "A atual instabilidade não deixa espaço para o terrorismo. A França garantirá isso", prometeu Macron.

  15. Catar afirma ter interceptado nove drones iranianos

    O Ministério da Defesa do Catar afirma que o país foi "alvo de ondas de ataques" do Irã envolvendo 10 drones, desde o amanhecer de sexta-feira até o início da noite.

    Nove drones foram interceptados e um atingiu uma área desabitada sem causar vítimas, segundo um comunicado divulgado nas redes sociais.

  16. Análise: Trump dá sinais de que pretende manter a guerra até Teerã se render completamente

    Por Sarah Smith, editora de América do Norte

    Ao insistir na "rendição incondicional" do regime iraniano, Donald Trump parece estar descartando a possibilidade de uma solução negociada que pudesse pôr fim à guerra rapidamente.

    Quando lançou os ataques contra o Irã, Trump especulou que o conflito poderia terminar em dois ou três dias, caso o Irã concordasse com um acordo, ou poderia durar de quatro a cinco semanas.

    A publicação do presidente nas redes sociais nesta sexta sinaliza que os EUA pretendem continuar a guerra até que o governo em Teerã se renda completamente.

    Trump também insiste em ter voz ativa na escolha do próximo líder supremo do Irã. Ele afirmou que precisa estar envolvido na nomeação e escreveu hoje em uma publicação nas redes sociais que "após… a seleção de um grande e aceitável líder… os Estados Unidos trabalharão para tornar o Irã grande novamente".

    Ele disse que os EUA tinham várias pessoas em mente para assumir o poder em Teerã, mas todas foram mortas em ataques aéreos americanos e israelenses.

  17. Presidente do Líbano diz que soldados ficaram feridos após base da ONU ser atacada por Israel

    O presidente do Líbano, Joseph Aoun, está pedindo a seus aliados que ajudem a impedir os ataques israelenses contra seu país.

    Um dos ataques mais recentes atingiu diretamente uma base no sul do Líbano pertencente à Força Interina das Nações Unidas (Unifil).

    Segundo Aoun, militares de Gana que atuavam na missão foram feridos.

    As Forças Armadas de Gana informaram que dois soldados ficaram gravemente feridos e outro ficou traumatizado pelo ataque, que também destruiu completamente o refeitório dos oficiais.

  18. Mensagens contraditórias dos EUA sobre o fim da guerra com o Irã

    Por Bernd Debusmann Jr, de Washington D.C

    A Casa Branca e o governo em geral têm emitido mensagens contraditórias sobre como a guerra no Irã terminará.

    Mais cedo, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a repórteres que a campanha poderia durar entre quatro e seis semanas – semelhante ao que o presidente Trump havia dito nos dias imediatamente seguintes aos ataques iniciais da semana passada.

    No entanto, autoridades do Pentágono e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, têm se recusado a fornecer qualquer cronograma, afirmando que os ataques podem se estender por mais tempo se o presidente julgar necessário para que as forças armadas dos Estados Unidos alcancem seus diversos objetivos.

    Hoje, Trump usou as redes sociais para dizer que espera uma "rendição incondicional" do Irã – uma sugestão que o governo iraniano, até o momento, parece, pelo menos publicamente, relutante em considerar.

    Essas mudanças de cronograma provavelmente suscitarão mais perguntas sobre o planejamento do governo para o "dia seguinte" – os critérios pelos quais avaliarão o sucesso e como exatamente eles veem o progresso da campanha.

    Quanto mais tempo durarem os combates, mais complexas essas questões se tornarão politicamente para Trump, que fez campanha com a promessa de acabar com o tipo de "guerras intermináveis" em que os EUA se viram envolvidos durante a "guerra global contra o terrorismo", iniciada após o 11 de setembro.

  19. Secretário-geral da ONU alerta que conflito no Oriente Médio 'pode sair do controle de todos'

    O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, alertou que "as consequências não poderiam ser mais graves" ao pedir o fim do conflito que continua a se intensificar.

    "Todos os ataques ilegais no Oriente Médio e em outras regiões estão causando imenso sofrimento e danos a civis em toda a região — e representam um grave risco para a economia global, particularmente para as pessoas mais vulneráveis", disse ele em uma publicação no X.

    "A situação pode sair do controle de todos. É hora de parar os combates e iniciar negociações diplomáticas sérias. As consequências não poderiam ser mais graves."

    Tom Fletcher, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários e Ajuda de Emergência, também criticou as "quantias exorbitantes de dinheiro" gastas na guerra "enquanto políticos continuam se gabando de cortes nos orçamentos de ajuda para os mais necessitados".

    "Estamos vendo uma aliança cada vez mais mortal entre tecnologia e assassinatos com impunidade", disse.

  20. Análise: Para a maioria dos israelenses, esta é uma guerra justa

    Por Hugo Bachega, correspondente do Oriente Médio em Jerusalém

    Em Israel, o Irã tem sido descrito como uma ameaça existencial há décadas e, entre os judeus israelenses, há quase consenso a favor de tomar uma ação militar.

    Sirenes de ataque aéreo ainda soam por todo o país, obrigando as pessoas a procurar abrigo.

    Mas a intensidade da retaliação iraniana diminuiu e a maioria dos mísseis é interceptada pelas defesas aéreas.

    Como reflexo disso, as restrições de emergência agora foram flexibilizadas.

    Em uma ensolarada Tel Aviv, ruas e lojas estavam movimentadas — um contraste marcante com a situação tanto no Irã quanto no Líbano.

    Internamente, houve pouquíssimas críticas à decisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de entrar em guerra —mesmo por parte de seus opositores —, ou debate sobre o que poderia acontecer a seguir.

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